Com a intensificação do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os mercados internacionais de petróleo registraram forte alta, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. A interrupção nas rotas de transporte, especialmente no Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% do fornecimento global de petróleo, tem contribuído para a elevação dos preços e a instabilidade econômica.
Em meio a esse cenário, os ministros das economias do G7 se reuniram em caráter emergencial, sob a liderança da França, que atualmente preside o grupo, para avaliar os desdobramentos econômicos da crise e discutir possíveis ações coordenadas. Entre as medidas em análise está a liberação conjunta de reservas estratégicas de petróleo, organizadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), com o objetivo de estabilizar os preços e garantir o abastecimento.
O impacto do conflito também foi sentido nas bolsas asiáticas, com quedas significativas nos índices Nikkei 225, do Japão, e Kospi, da Coreia do Sul, este último tendo suas negociações suspensas temporariamente por conta do mecanismo de interrupção automática conhecido como “circuit breaker”. Especialistas apontam que a paralisação da produção em países do Golfo e a perspectiva de um conflito prolongado intensificam as pressões sobre os preços internacionais.
Contexto político e militar no Irã
Recentemente, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como novo Líder Supremo, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, falecido no primeiro dia do conflito. A indicação reforça a continuidade da linha-dura no comando do país, apesar da ausência de experiência pública ou cargos governamentais do sucessor. Essa mudança de liderança tem sido recebida com reservas por parte dos EUA, que expressaram oposição à escolha.
Paralelamente, a região tem sido palco de ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, incluindo depósitos de petróleo, enquanto o Irã responde com ataques à infraestrutura energética de países vizinhos no Golfo. A Arábia Saudita informou recentemente a interceptação de drones dirigidos a campos petrolíferos estratégicos.
Nos Estados Unidos, o aumento dos preços da gasolina já é perceptível, com elevação média de 11% na última semana, segundo dados da associação de motoristas AAA. Apesar disso, a administração americana minimiza os efeitos a curto prazo, enfatizando a importância da segurança regional para a estabilidade global.