Uma ação conjunta entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Administração de Fernando de Noronha e a Força Aérea Brasileira (FAB) resultou na remoção de oito aves exóticas do arquipélago. A operação ocorreu na última terça-feira (7) e envolveu o transporte dos animais para o continente em uma aeronave militar da FAB.
Foram retiradas seis calopsitas e dois periquitos australianos, espécies que não pertencem à fauna local e que apresentavam risco potencial de competição com as aves nativas de Fernando de Noronha. A veterinária do governo local, Camila Cansian, acompanhou o transporte para garantir o bem-estar dos animais durante o deslocamento.
Impactos ambientais e medidas de controle
De acordo com o analista ambiental Ricardo Araújo, coordenador do setor de pesquisa do ICMBio, a introdução de espécies exóticas pode causar desequilíbrios ecológicos significativos. Ele citou como exemplo aves como os pardais, consideradas atualmente uma praga no arquipélago, e o galo-de-campina, que ainda não apresentou impactos negativos expressivos, mas não é originário da região.
Os técnicos do ICMBio dialogaram com a proprietária das aves para esclarecer os riscos ambientais associados à permanência dessas espécies em Fernando de Noronha, o que culminou na concordância para a retirada dos animais.
O Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha proíbe a presença de aves não nativas, reforçando a importância da manutenção da biodiversidade local. Ricardo Araújo destacou a necessidade de conscientização dos moradores sobre os prejuízos que a introdução de espécies exóticas pode causar à conservação ambiental do arquipélago.
