O governo italiano manifestou forte oposição à sugestão dos Estados Unidos de substituir a seleção do Irã pela equipe da Itália na Copa do Mundo de 2026, que será sediada em conjunto pelos EUA, México e Canadá. O pedido foi apresentado pelo enviado especial dos EUA para Negócios Globais, Paolo Zampolli, durante conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, conforme reportagem do jornal Financial Times.
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou a proposta como “vergonhosa”. Já o ministro do Esporte, Andrea Abodi, afirmou que a ideia não é viável nem apropriada, ressaltando que a classificação para o torneio deve ser conquistada em campo. O técnico Gianni De Biasi e o presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, também expressaram discordância, destacando que a vaga deve ser merecida conforme o desempenho esportivo.
Contexto e posicionamento da Fifa
A participação do Irã no Mundial foi questionada diante do cenário de tensões internacionais envolvendo o país e os Estados Unidos. A federação iraniana solicitou à Fifa a transferência de seus jogos para o México, alegando preocupações relacionadas ao conflito, mas o pedido foi negado. A estreia do Irã está programada para 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.
Fontes da Fifa informaram à BBC que não há planos para substituir o Irã por outra seleção, sendo essa possibilidade considerada apenas na hipótese de desistência oficial do país. O presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou a importância de manter o esporte distante da política e confirmou que a equipe iraniana pretende participar do torneio.
Implicações diplomáticas
A proposta dos EUA também é vista como parte de uma tentativa de reaproximação diplomática com a Itália, após divergências recentes entre líderes dos dois países. A Itália não conseguiu classificar-se para o Mundial pela terceira edição consecutiva, enquanto o Irã garantiu sua vaga nas eliminatórias asiáticas.
