Quase dois anos após o crime que resultou na morte da gestante Greiciara Belo Vieira, em agosto de 2016, em Ituiutaba (MG), quatro dos seis acusados continuam aguardando julgamento. As defesas dos réus apresentaram recursos às instâncias superiores na tentativa de anular a competência do júri ou obter absolvição, o que tem postergado o andamento do processo.
Greiciara, grávida de nove meses, foi sequestrada em Uberlândia e levada até Ituiutaba, onde foi submetida a um procedimento cirúrgico para a retirada do bebê, segundo as investigações policiais. A perícia confirmou que a vítima ainda estava viva durante a extração da criança. O grupo acusado do crime teria dopado a gestante antes de levá-la à zona rural da cidade. A criança, posteriormente, foi entregue a Shirley de Oliveira Benfica, apontada como mandante do crime, que simulava uma gravidez para seu companheiro.
Atualmente, Shirley e outros três réus permanecem presos preventivamente na unidade prisional de Ituiutaba enquanto aguardam a finalização dos recursos judiciais. A defesa de Shirley solicita a revogação da prisão preventiva e a impronúncia, alegando falta de provas que comprovem sua participação direta no crime. Similarmente, as defesas dos demais acusados pleiteiam absolvição sumária, impronúncia ou transferência do julgamento para instâncias diferentes do júri popular.
Por sua vez, duas pessoas já foram condenadas pela Justiça por homicídio qualificado e outros crimes relacionados. Lucas Matteus da Silva e Jonathan Martins Ribeiro de Lima, conhecidos como Mirela e Yasmin, receberam sentenças que incluem qualificadores como motivo torpe, meio cruel e ocultação de cadáver. Eles cumprem pena no presídio de Ituiutaba.
A guarda definitiva da criança foi concedida à avó materna após a confirmação do parentesco por exame de DNA. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que os recursos apresentados pelas defesas dos quatro réus ainda estão em fase de análise para possível encaminhamento aos tribunais superiores, o que pode influenciar o andamento e a data do julgamento.
