Quase dois anos após o crime que resultou na morte da gestante Greiciara Belo Vieira, em Ituiutaba (MG), o julgamento de quatro dos seis acusados ainda não tem data definida para ocorrer. Os réus permanecem detidos preventivamente na unidade prisional local enquanto seus advogados recorrem às instâncias superiores buscando a absolvição ou questionando a competência do júri popular para julgar o caso.
Contexto do Crime
Greiciara estava grávida de nove meses quando foi sequestrada em Uberlândia e levada para Ituiutaba, onde foi submetida a um procedimento cirúrgico para a retirada da criança. De acordo com as investigações, o grupo responsável pelo crime tinha como objetivo entregar o bebê à mulher apontada como mandante, que simulava uma gravidez para o namorado e pretendia manter a farsa com o roubo da criança.
Perícias confirmaram que a vítima ainda estava viva no momento em que o bebê foi retirado. Posteriormente, a avó materna conseguiu a guarda definitiva da criança após comprovação de parentesco por exame de DNA.
Andamento Processual
Segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, os quatro réus que aguardam julgamento apresentaram recurso especial recentemente, o qual será analisado para definir se o caso poderá ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal. Caso o recurso não seja aceito pelo tribunal estadual, os advogados poderão recorrer por meio de agravo, que encaminha o processo às cortes superiores independentemente da decisão anterior.
Decisões Anteriores e Condenações
Em 2017, dois dos acusados, conhecidos como Mirela e Yasmin, foram condenados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e supressão de incapaz, cumprindo pena no presídio de Ituiutaba. Os demais réus recorreram da sentença e aguardam o julgamento dos recursos. As defesas pleiteiam a impronúncia, a absolvição sumária ou a revogação da prisão preventiva, alegando ausência de provas suficientes para a responsabilização de seus clientes.
