PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Política

Ronaldo Caiado destaca autonomia política e propõe reformas no STF em sabatina presidencial

Durante sabatina realizada nesta sexta-feira (4) pela Folha de S.Paulo e UOL, o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, destacou sua experiência política e autonomia, diferenciando-se de outros concorrentes ao afirmar que não é um “personagem criado para disputar uma eleição”. Caiado ressaltou a construção de sua carreira e o orgulho em seu nome, reforçando que não está vinculado a grupos políticos específicos.

O candidato também comentou o recente avanço de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais, que o colocou na terceira posição. Reconhecendo o direito de Cury apresentar sua candidatura, Caiado afirmou que a decisão sobre quem enfrentará o ex-presidente Lula no segundo turno será definida pela sociedade até o dia 4 de outubro.

Posicionamento sobre a crise no Supremo Tribunal Federal

Questionado sobre a crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeada após a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Caiado defendeu a transparência das investigações. Ele solicitou que o STF quebre todos os sigilos relacionados a processos envolvendo políticos candidatos, com o objetivo de resguardar a democracia brasileira.

Além disso, o candidato apresentou propostas para reformar o Supremo, incluindo critérios para a nomeação de ministros com idade superior a 60 anos, avaliação curricular por autoridades ligadas à Justiça e a imposição de período de quarentena para futuros ministros antes e depois do exercício do cargo, visando evitar vínculos políticos diretos.

Autonomia na segurança pública e uso de câmeras corporais

Sobre o uso de câmeras corporais por policiais, Caiado declarou-se contrário à obrigatoriedade da medida, sem detalhar os motivos. Ele ressaltou, contudo, que sua posição não implica tolerância a abusos por parte das forças de segurança. Defendeu que cada governador tenha autonomia para decidir sobre a adoção desses equipamentos, destacando que a prioridade deve ser o cumprimento da lei e a garantia da segurança pública.