Em um encontro na Casa Branca nesta quinta-feira (24), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exibiu ao presidente chinês Xi Jinping uma fotografia de uma caneta automática, posicionada no lugar reservado ao retrato do atual presidente Joe Biden na galeria dos presidentes norte-americanos.
A imagem, que foi compartilhada pela conta oficial da Casa Branca na rede social X, representa uma substituição realizada pela administração Trump há um ano, em 24 de setembro de 2025, quando o retrato de Biden foi removido e substituído pela foto da chamada “autopen”, um dispositivo eletrônico utilizado para reproduzir assinaturas.
Contexto do uso da autopen e controvérsias
O uso da autopen por parte do governo Biden tem sido alvo de críticas de Trump desde o início de seu segundo mandato. O ex-presidente chegou a questionar a validade de alguns perdões presidenciais concedidos por Biden, alegando que teriam sido assinados por auxiliares sem o consentimento direto do presidente, o que motivou a abertura de uma investigação por parte do governo republicano.
Em resposta, Biden declarou em entrevista ao jornal The New York Times que autorizou pessoalmente todos os perdões e justificou o uso da autopen devido ao volume elevado de documentos que precisavam ser assinados, explicando que o dispositivo foi utilizado por seus assessores após ordens verbais suas.
Dispositivos do tipo autopen são empregados nos Estados Unidos há décadas, principalmente para facilitar a assinatura de documentos oficiais em larga escala, como cheques e outros papéis administrativos, e sua utilização é considerada prática comum dentro do governo federal.
