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Internacional

Denúncias de antissemitismo contra líder da Reunião Nacional colocam em risco estratégia eleitoral de Marine Le Pen

Marine Le Pen, favorita nas eleições presidenciais francesas previstas para maio, enfrenta um novo desafio político após denúncias de antissemitismo envolvendo Jordan Bardella, presidente do partido Reunião Nacional. O avanço histórico da legenda no Senado, comemorado recentemente, foi ofuscado pela divulgação de supostas mensagens antissemitas atribuídas a Bardella na adolescência.

Segundo investigação do site Mediapart, Bardella teria enviado mensagens com conteúdo preconceituoso contra judeus entre os 17 e 18 anos, reproduzindo estereótipos tradicionais do antissemitismo. Entre os trechos divulgados estão afirmações sobre a suposta dominação judaica em bancos e a ideia de uma Nova Ordem Mundial controlada por Israel, além de ataques a intelectuais como Bernard-Henri Lévy e Jacques Attali.

O eurodeputado nega a autoria das mensagens, classificando-as como falsificações e anunciou medidas judiciais contra o veículo que publicou a reportagem. Ele também interpretou a divulgação como parte de uma tentativa de desestabilizar a campanha presidencial de Marine Le Pen, que busca ampliar sua base eleitoral por meio de uma imagem mais moderada do partido.

A estratégia de Le Pen tem como objetivo afastar o partido do histórico de xenofobia e antissemitismo associado à sua fundação por Jean Marie Le Pen, expulso da legenda em 2015 após declarações controversas. Bardella, que representa uma renovação geracional da Reunião Nacional, agora pode se tornar um obstáculo para essa reconfiguração política.

Enquanto Marine Le Pen reafirma total confiança no aliado, o episódio gerou desconforto interno no partido, especialmente após a expressiva vitória no Senado que quadruplicou o número de cadeiras da legenda. As denúncias contra Bardella trazem incertezas sobre o impacto da campanha e a capacidade do partido de manter o apoio crescente entre os eleitores franceses.