PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO terça-feira, 21 de julho de 2026
Brasil

Análise comparativa do desempenho educacional dos países do grupo C da Copa do Mundo 2026

Enquanto a seleção brasileira busca sua primeira vitória na Copa do Mundo 2026 para liderar o grupo C, o desempenho educacional dos países participantes revela marcantes disparidades. Em uma análise que considera indicadores como qualidade de vida, anos médios de estudo, desempenho em matemática, taxa de alfabetização e investimento em educação, a Escócia aparece como líder destacada, seguida pelo Brasil, Marrocos e Haiti.

Qualidade de vida e escolaridade

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), avalia o progresso de uma população com base em saúde, educação e renda. A Escócia, com IDH de 0,946, apresenta condições significativamente superiores em relação aos demais países do grupo. O Brasil registra 0,786, seguido pelo Marrocos com 0,710, enquanto o Haiti enfrenta desafios profundos com um índice de 0,554.

Essa disparidade reflete-se também na média de anos de estudo, que ultrapassa 13 anos no Reino Unido, país do qual a Escócia faz parte, contra cerca de 5,4 anos no Haiti. Essa diferença aponta para distintos níveis de acesso e permanência na educação básica entre as nações.

Desempenho em disciplinas fundamentais

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022 evidenciou o desempenho dos alunos de 15 anos em matemática. No Brasil, 73% dos estudantes não alcançaram o nível mínimo esperado, enquanto na Escócia esse índice é de 24%. O Marrocos apresenta uma taxa ainda maior de 82%, e o Haiti não participa da avaliação, mas enfrenta dificuldades estruturais em seu sistema educacional.

Taxa de alfabetização e universalização da educação

Em termos de alfabetização, Brasil e Escócia lideram com índices próximos a 95% e 99%, respectivamente. Marrocos e Haiti apresentam taxas inferiores, próximas a 65%, indicando desafios na universalização da educação básica. Essa divisão reflete diferentes estágios de desenvolvimento educacional e acesso à leitura e escrita, fundamentais para o exercício pleno da cidadania.

Investimentos e financiamento educacional

O percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação mostra que Marrocos investe cerca de 6%, seguido de perto pela Escócia, com investimento similar, e o Brasil com 5,6%. Apesar da semelhança nos percentuais, o valor absoluto disponível por aluno difere, pois o PIB per capita da Escócia é maior, possibilitando maior capacidade de financiamento. O Haiti, por sua vez, destina apenas 1% do PIB à educação, o que limita o suporte estatal ao setor e aumenta a dependência de instituições privadas e internacionais.

Essa análise evidencia que, embora o Brasil ocupe a segunda posição no grupo em termos educacionais, ainda enfrenta desafios significativos para alcançar o nível da Escócia, que se destaca em praticamente todos os indicadores avaliados.