Uma pesquisa conduzida pelo Centro de Pesquisa em Gerontologia e pela Faculdade de Esportes e Ciências da Saúde da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, analisou o bem-estar mental de idosos entre 75 e 80 anos, comparando dados atuais com os coletados na mesma faixa etária na década de 1990.
O estudo identificou que os idosos contemporâneos apresentam uma menor incidência de sintomas depressivos em relação às gerações anteriores. Essa melhora está associada, em parte, a condições de saúde mais favoráveis e a um maior nível educacional. Análises anteriores do grupo de pesquisa já haviam demonstrado que os idosos do século XXI exibem capacidades físicas e cognitivas superiores, como maior força muscular, agilidade na caminhada, rapidez de reação, fluência verbal e raciocínio, sugerindo um envelhecimento com melhor qualidade funcional.
Ao ampliar a pesquisa para incluir indicadores de saúde mental, os resultados indicaram que, apesar da redução dos sintomas depressivos, o grau de satisfação com a vida permanece semelhante entre idosos dos dois períodos analisados. A pesquisadora Tiia Kekäläinen destaca que essa constatação pode estar relacionada à capacidade de adaptação dos indivíduos às condições em que vivem, observada tanto em idosos da década de 1990 quanto nos atuais.
O estudo utilizou duas coortes: a primeira compreendeu 617 participantes nascidos entre 1910 e 1914, avaliados entre 1989 e 1990; a segunda envolveu 794 indivíduos nascidos entre 1938-39 e 1942-43, avaliados entre 2017 e 2018. Esse método permitiu comparar diretamente as condições e experiências de grupos etários similares em períodos distintos.
Além disso, o contexto finlandês atual destaca-se no cenário global, uma vez que o país foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o mais feliz do mundo em 2023, pelo sexto ano consecutivo. Esse destaque reflete avanços significativos em áreas como higiene, nutrição, assistência à saúde, educação e direitos trabalhistas, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população idosa, mesmo em contextos internacionais variados.
