PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Internacional

FIFA é investigada por pagamento não declarado ao presidente Infantino relacionado à Copa do Mundo 2026

Documentos obtidos pela rede ESPN apontam que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, recebeu um valor de US$ 1,72 milhão vinculado à organização da Copa do Mundo de 2026, sem que esse pagamento tenha sido declarado publicamente. A quantia teria sido repassada pela entidade responsável pela gestão do evento, a FWC2026, sediada nos Estados Unidos.

Segundo a reportagem divulgada em 13 de outubro de 2026, esse montante integra a remuneração total de Infantino no ano, que alcançou aproximadamente US$ 4,9 milhões, incluindo salário e benefícios. No entanto, o valor adicional não foi incluído no relatório anual da FIFA referente a 2024, contrariando os estatutos da organização, que determinam a transparência sobre a remuneração dos seus principais dirigentes.

Resposta da FIFA e contexto das investigações

Em nota oficial, a FIFA negou qualquer irregularidade, afirmando que não há pagamento de segundo salário ao presidente e que todas as informações financeiras são divulgadas conforme as normas fiscais da Suíça, Estados Unidos e outras jurisdições. A entidade ressaltou que suas contas passam por auditoria independente e que cumpre rigorosamente os estatutos e as exigências de transparência.

O episódio ocorre em meio a um cenário delicado para Infantino, que enfrenta críticas internas e externas desde o início do ano, especialmente após a divulgação de um plano — posteriormente descartado — para vender uma fatia de 20% dos direitos da Copa do Mundo a investidores privados. O dirigente ocupa o cargo desde 2016 e tem sido alvo de debates sobre a governança e a gestão financeira da FIFA.

O caso reforça a atenção sobre a administração da organização máxima do futebol mundial e a necessidade de maior clareza em suas operações financeiras, especialmente em eventos de grande porte como a Copa do Mundo.