PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO quarta-feira, 15 de abril de 2026
Brasil

Importância do Treinamento de Força para Adultos Maduros e Idosos

A perda de massa muscular inicia-se por volta dos 30 anos, tornando o treinamento de força uma prática essencial para a manutenção da saúde e funcionalidade do corpo ao longo do envelhecimento. Essa necessidade é especialmente relevante para mulheres na fase próxima à menopausa, quando o fortalecimento muscular contribui para a sustentação corporal e prevenção de problemas relacionados à idade.

Observando a escassez de representações visuais de mulheres maduras realizando exercícios com pesos, a britânica Anna Jenkins, de 50 anos, fundou a academia We Are Fit Attitude, voltada exclusivamente para o público feminino entre 30 e 70 anos. Além das aulas presenciais, são oferecidas sessões online que incentivam a participação ativa no treinamento de força, buscando também alterar a percepção social sobre envelhecimento e atividade física.

Resultados Científicos sobre Exercícios Resistidos em Idosos

Pesquisas realizadas pela Tufts University, nos Estados Unidos, comprovaram que idosos entre 87 e 96 anos, ao seguirem um programa de exercícios com pesos por oito semanas, apresentaram aumento de massa muscular, além de melhorias significativas na coordenação motora e equilíbrio. Outro estudo, denominado “Lifestyle Interventions and Independence for Elders”, desenvolvido em um centro comunitário, envolveu 40 adultos com idades entre 65 e 89 anos e dificuldades de locomoção. Participantes que cumpriram pelo menos 25% das atividades semanais obtiveram avanços na mobilidade e nas funções cognitivas, além de uma redução de 60% no índice de quedas.

Benefícios para a Hipertensão

Complementando essas evidências, um estudo recente da Universidade Estadual de São Paulo publicado na revista “Scientific Reports” destaca que a musculação com cargas moderadas a vigorosas, realizadas em duas a três sessões semanais durante no mínimo oito semanas, é eficaz na redução da pressão arterial em pessoas hipertensas, reforçando a importância do treinamento de força para o controle de condições crônicas.

Essas pesquisas indicam que o envelhecimento não deve ser associado à perda inevitável de capacidade física, mas sim a um processo que pode ser ativamente modificado por meio de intervenções adequadas, como o fortalecimento muscular. Assim, a promoção de ambientes inclusivos e motivadores, como o proposto por Jenkins, contribui para ampliar o acesso e o engajamento de adultos maduros em atividades físicas que promovem saúde e qualidade de vida.