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OpenAI utiliza inteligência artificial para solucionar problema matemático centenário das equações de Navier–Stokes

A OpenAI anunciou que desenvolveu uma solução para o problema matemático conhecido como existência e suavidade das equações de Navier–Stokes, que permanecia em aberto há aproximadamente 90 anos. Essas equações são fundamentais para modelar o comportamento de líquidos e gases, com aplicações que vão desde a engenharia aeronáutica até a meteorologia e a medicina.

Segundo a empresa, cerca de 10 mil agentes de inteligência artificial atuaram simultaneamente para alcançar o resultado em cerca de 88 horas. O problema faz parte dos sete Problemas do Milênio, definidos pelo Instituto Clay de Matemática no ano 2000, e apesar da solução, a OpenAI não pretende reivindicar o prêmio financeiro associado.

Contexto do problema matemático

As equações de Navier–Stokes são baseadas na segunda lei de Newton e tratam os fluidos como meios contínuos, abstraindo o movimento individual das moléculas. O desafio consistia em determinar se, mesmo partindo de condições iniciais suaves, as equações poderiam levar a velocidades que crescem indefinidamente em um intervalo finito de tempo, fenômeno conhecido como singularidade.

Essa singularidade indicaria pontos nos quais as equações deixam de descrever adequadamente o comportamento real dos fluidos, embora na prática não signifique que velocidades infinitas possam ser alcançadas. A inteligência artificial da OpenAI demonstrou que tal singularidade é possível dentro do modelo matemático, considerando um fluido inicialmente em repouso que é submetido a uma força externa contínua e suave.

Além disso, a pesquisa apontou que a energia total do fluido permanece limitada durante todo o processo, mesmo com o aumento ilimitado da velocidade em determinadas regiões. A OpenAI disponibilizou a demonstração matemática e uma versão formalizada em Lean, uma linguagem para verificação computacional de provas, reforçando a transparência e a confiabilidade do resultado.

A empresa informou que iniciou o treinamento do modelo empregado na pesquisa em 28 de agosto e que este apresenta capacidades superiores ao GPT-6 Astra, estando em contínuo aprimoramento.