Uma pesquisa recente realizada pela Quaest e divulgada em 24 de setembro revela o cenário eleitoral para o governo do Amapá nas eleições de 2026. Encomendado pela Rede Amazônica, o estudo ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Resultados da pesquisa estimulada
Na modalidade estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Dr Furlan (PSD) lidera a intenção de voto com 53%, seguido por Clécio Luís (União Brasil) com 40%. Outros candidatos como Jairo Palheta (PCO), Carlos Cley (PSTU) e Delegado Marcos (Democracia Cristã) obtiveram 1% cada. O índice de votos em branco, nulo ou que não pretendem votar é de 2%, assim como o percentual de indecisos.
Pesquisa espontânea e cenário de segundo turno
Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, Dr Furlan aparece com 51% das intenções de voto, enquanto Clécio Luís registra 28%. Indecisos somam 18%. Em simulação de segundo turno entre os dois principais candidatos, Dr Furlan mantém a liderança com 54%, ante 39% de Clécio, com 3% de votos em branco, nulo ou nenhum e 4% de indecisos.
Percepção dos eleitores sobre os principais desafios do estado
Ao serem questionados sobre os principais problemas enfrentados pelo Amapá, 39% dos entrevistados apontaram a saúde como prioridade. Outros temas destacados foram desemprego (11%), infraestrutura (9%), violência (8%), corrupção (7%) e educação (5%). Cerca de 12% citaram outros problemas, enquanto 2% não identificaram nenhum e 7% não souberam ou não responderam.
Índices de rejeição e avaliação do governo atual
A pesquisa também avaliou o reconhecimento e a rejeição dos candidatos. Dr Furlan tem 71% dos eleitores que conhecem e votariam nele, porém 24% conhecem e não votariam. Clécio Luís apresenta maior rejeição, com 48% que conhecem e não votariam, e 44% que conhecem e votariam. Outros candidatos registraram índices menores de reconhecimento.
Quanto à avaliação do governo atual, 56% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 37% desaprovam. A avaliação geral classifica o governo como positivo para 44% dos eleitores, regular para 33% e negativo para 20%. Em relação à reeleição ou à escolha de um sucessor para Clécio Luís, 45% consideram que ele merece continuar no cargo, contra 51% que discordam.
