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Internacional

Petroleiro sofre explosão após contato com mina no Estreito de Ormuz, informa Guarda Revolucionária do Irã

A Guarda Revolucionária do Irã divulgou neste sábado que um petroleiro explodiu e entrou em chamas após colidir com uma mina naval enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima crucial para o comércio mundial de energia. A informação foi inicialmente divulgada pela mídia estatal iraniana, sem detalhar o nome, a bandeira ou a origem da embarcação afetada.

Até o momento, não há confirmações independentes sobre o incidente, nem dados oficiais sobre vítimas ou o grau dos danos causados pela explosão. O acontecimento ocorre em um contexto de crescente tensão na região, marcada por uma série de ataques contra navios comerciais desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro deste ano.

Aumento dos incidentes na região

Relatórios recentes indicam que os ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram níveis recordes. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, foram registrados ao menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás, incluindo ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação. Dados da Organização Marítima Internacional corroboram esse aumento, apontando nove ocorrências no mesmo período.

Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores da Índia comunicou que 12 tripulantes ficaram feridos após um projétil atingir o petroleiro On Peace, de bandeira panamenha, durante a travessia pelo estreito. Além disso, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos resgataram 22 tripulantes de outro petroleiro que incendiou-se no Golfo Pérsico, embora a relação desse episódio com a explosão reportada pelo Irã não tenha sido confirmada.

Relevância estratégica do Estreito de Ormuz

Situado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma rota vital para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. Antes do conflito, cerca de 20% desses recursos comercializados mundialmente transitavam pela região.

Desde o início da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, a navegação no estreito tem sofrido restrições impostas pelo Irã, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval contra embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Essas medidas têm impactado o transporte marítimo, aumentado custos de frete e seguro, além de provocar volatilidade nos preços internacionais do petróleo.