Em Macapá, crianças com autismo participaram recentemente de sessões de cinoterapia conduzidas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá. As atividades ocorreram no Canil do Bope, localizado no Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Beirol, Zona Sul da capital.
A iniciativa integra o projeto Melhor Amigo, que teve início em 2019 e foi suspenso em 2020 devido à pandemia de Covid-19. Com a retomada das atividades em 2023, a proposta busca promover benefícios físicos e emocionais por meio do contato direto com os cães treinados, contribuindo para a qualidade de vida das crianças assistidas.
Benefícios da cinoterapia
Mário Coimbra, coordenador de reabilitação do Centro de Referência em Reabilitação (Creap), destacou que a interação com os cães proporciona estímulos sensoriais importantes para as crianças com autismo, além de promover conforto, bem-estar e momentos de lazer. Segundo ele, esses elementos complementam as terapias já realizadas no centro, auxiliando no desenvolvimento integral dos pacientes.
A ação também contou com a participação de Daniela, uma criança de um ano com Síndrome de Down, acompanhada por sua mãe, a fonoaudióloga Valquíria Câmara. Ela ressaltou a importância da experiência, ressaltando que o contato com os animais estimula o desenvolvimento geral das crianças e incentiva a expressão de suas potencialidades.
Continuidade do projeto
O capitão Lino Medeiros, responsável pelo canil do Bope, informou que a intenção é manter a realização dessas sessões de forma regular, com a frequência definida pelos profissionais de saúde envolvidos. A parceria entre o Creap e o Bope visa consolidar a cinoterapia como uma prática constante para o público atendido.
