A Rússia negou informações veiculadas na imprensa internacional sobre a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa da peste na região de Irkutsk, na Sibéria. O governo russo declarou que todas as informações pertinentes ao caso foram compartilhadas com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e criticou a divulgação de notícias consideradas falsas.
Posicionamento oficial e medidas adotadas
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que muitas das reportagens sobre o episódio são imprecisas e recomendou a população confiar nos dados divulgados pela agência estatal de vigilância sanitária Rospotrebnadzor. Após a morte da pesquisadora, ocorrida na semana anterior, as autoridades russas colocaram dezenas de pessoas em quarentena e enviaram o chefe da Rospotrebnadzor à região para acompanhar a situação.
Em comunicado divulgado em 6 de outubro, o órgão sanitário russo informou que não foram detectados casos de peste pneumônica entre os contatos da funcionária falecida. Além disso, classificou como falsas as informações e documentos que circulam na internet sobre um suposto aumento nas restrições sanitárias em Irkutsk.
Reações internacionais e acompanhamento do caso
Apesar dos esclarecimentos russos, os Estados Unidos emitiram um alerta para que seus cidadãos deixem a Rússia imediatamente. A embaixada americana no país justificou a recomendação diante da situação envolvendo o caso da peste. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a intenção de contatar o presidente Vladimir Putin para tratar do tema, mas o Kremlin informou que nenhuma ligação havia sido agendada até o momento.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que acompanha o caso de perto e solicitou maior transparência por parte da Rússia. Paralelamente, a União Europeia também solicitou que Moscou compartilhe informações detalhadas e confiáveis, destacando a importância de resultados epidemiológicos e microbiológicos precisos.
Contexto sobre a peste pneumônica
De acordo com a OMS, a peste pneumônica é uma forma grave e contagiosa de infecção pulmonar, transmitida por meio de gotículas respiratórias. Essa variante difere da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida principalmente por pulgas infectadas. A forma pneumônica pode ser fatal se não tratada adequadamente, o que justifica a atenção internacional ao caso registrado na Sibéria.
