PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Brasil

Universidade de Tel Aviv e Sheba Medical Center lançam centro dedicado à medicina da longevidade

A professora Tzipi Strauss, pediatra e neonatologista da Universidade de Tel Aviv, está à frente da implantação do Healthy Longevity Center no Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel e reconhecido internacionalmente entre os melhores do mundo. O projeto tem como objetivo principal oferecer atendimento focado na promoção de um envelhecimento saudável e proativo.

Durante palestra promovida pela National University of Singapore, Strauss explicou que o envelhecimento começa desde o nascimento e que a menopausa representa um período de aceleração desse processo. A médica enfatiza que a medicina da longevidade deve ser uma prioridade para os hospitais, ressaltando que muitos profissionais ainda desconhecem os fundamentos necessários para garantir uma velhice não apenas longa, mas com qualidade de vida.

Abordagem multidisciplinar e foco em prevenção

O centro, que deve ser inaugurado até setembro, atenderá pessoas com mais de 40 anos e oferecerá um check-up detalhado, com duração estimada entre quatro e cinco horas. O exame inclui monitoramento do sono e questionários específicos, com retorno dos resultados em cerca de três semanas. A partir desses dados, uma equipe multidisciplinar desenvolverá um plano personalizado de cuidados para cada paciente.

A atuação do centro será concentrada em quatro áreas essenciais para a longevidade: aspectos cognitivos, qualidade do sono, fragilidade física e menopausa. Segundo Strauss, o tratamento integrado desses fatores pode influenciar positivamente o processo de envelhecimento.

Medicina da longevidade como estratégia de saúde pública

Ao contrário da medicina tradicional, que encara o envelhecimento como uma condição inevitável associada a patologias, a medicina da longevidade propõe intervenções preventivas para reduzir riscos e preservar a funcionalidade ao longo da vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a importância do envelhecimento saudável como foco da década de 2020-2030, enfatizando a manutenção da capacidade funcional e a independência dos idosos.

Para que essa abordagem seja efetiva, Strauss ressalta a necessidade do engajamento dos indivíduos em hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, alimentação equilibrada e sono de qualidade. A médica também destaca a viabilidade econômica da iniciativa, afirmando que prevenir fragilidade e demências pode reduzir significativamente os custos para sistemas de saúde e seguradoras.