O Jardim Zoológico de Brasília passou a abrigar um casal da espécie lêmure-de-cauda-anelada, animal nativo da Ilha de Madagascar e considerado ameaçado de extinção. Os exemplares, chamados Julien e Pandora, chegaram ao Distrito Federal em 24 de abril, provenientes do Zoológico de Itatiba, em São Paulo, e após cumprir período de quarentena, estão disponíveis para visitação desde o dia 13 de junho.
O recinto destinado aos lêmures foi estruturado para simular seu habitat natural, incluindo vegetação, galhos e cordas que incentivam o movimento e comportamento típicos da espécie. No ambiente, eles recebem alimentação balanceada composta por frutas, folhas, legumes e insetos, respeitando seus hábitos herbívoros diurnos.
Conservação e reprodução
Os lêmures-de-cauda-anelada, que vivem em grupos familiares de até 30 indivíduos, dependem de programas de manejo em cativeiro para garantir sua preservação. Durante o período em São Paulo, o casal gerou seis filhotes; entretanto, Pandora passou por uma cirurgia de castração devido a uma gestação de risco. O Zoológico de Brasília planeja receber uma nova fêmea para possibilitar a reprodução com Julien e contribuir para a manutenção da espécie.
Contexto da espécie
Existem 19 espécies de lêmures, todas endêmicas da Ilha de Madagascar, localizada ao leste do continente africano. O lêmure-de-cauda-anelada é o mais comum em cativeiro globalmente, com cerca de dois mil indivíduos registrados em zoológicos. A presença do casal no Zoológico de Brasília representa um passo importante para a educação ambiental e a conscientização sobre a conservação da biodiversidade.
