O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã comunicou neste sábado (18) que, por meio de mediação do Paquistão, recebeu novas propostas dos Estados Unidos, as quais ainda estão sob análise. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana e confirmada pela agência Reuters, sem detalhar o conteúdo das ofertas.
Manutenção do Controle no Estreito de Ormuz
O mesmo órgão iraniano reafirmou a determinação de manter o controle rigoroso sobre o Estreito de Ormuz enquanto durar o conflito na região. Segundo o comunicado, o domínio da rota marítima inclui a exigência de compensações relativas aos custos de segurança. Essa posição foi anunciada pouco depois de declarações do presidente americano, Donald Trump, que indicou avanços nas negociações com o Irã e negou a possibilidade de chantagem por parte do país do Oriente Médio.
Na manhã do sábado, o Irã revogou a decisão anterior de reabrir a passagem e restabeleceu restrições à navegação na importante rota estratégica. O bloqueio foi comunicado por um porta-voz militar à agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, que ressaltou que o controle permanecerá enquanto o embargo naval americano sobre portos iranianos estiver vigente.
Incidente com Navios Indianos
Também neste sábado, lanchas iranianas dispararam contra dois petroleiros de bandeira indiana que transitavam pelo Estreito de Ormuz. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que as embarcações e suas tripulações estão seguras. O Irã confirmou que os disparos tinham como objetivo forçar a saída dos navios da rota marítima. Um dos navios atingidos é um supertanque VLCC transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano. O Ministério das Relações Exteriores da Índia reconheceu o ataque aos seus navios.
Esses eventos ocorrem em um contexto de tensões crescentes, com os Estados Unidos mantendo o bloqueio militar no Estreito de Ormuz desde o dia 13 de abril, apesar das tentativas iranianas de reabrir a passagem. O presidente americano reiterou, na sexta-feira (17), que o embargo continuará em vigor.
