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Internacional

Peru: Protestos marcam impasse nas eleições presidenciais entre Sánchez e Fujimori

O segundo turno das eleições presidenciais no Peru permanece em suspense após a apuração de 99,64% das urnas, com a candidata conservadora Keiko Fujimori liderando a disputa com 50,113% dos votos contra 49,887% do candidato de esquerda Roberto Sánchez. A diferença, que gira em torno de 41 mil votos, provoca mobilizações e questionamentos sobre o processo eleitoral.

Protestos e questionamentos sobre o processo eleitoral

Na noite de sexta-feira (19), Sánchez conduziu uma manifestação em Lima, acompanhado por seus apoiadores, reivindicando justiça e transparência eleitoral. O partido Juntos por el Peru apresentou recursos judiciais para anular votos de Lima e do exterior, alegando irregularidades e mudanças nas regras que teriam beneficiado Fujimori. O candidato denunciou restrições ao direito de protestar e enfatizou a exigência de um processo democrático legítimo.

Votos do exterior e análise dos votos contestados

A vantagem da candidata Fujimori é atribuída em grande parte à votação dos peruanos residentes no exterior, onde ela alcança 63,206% dos votos, enquanto Sánchez lidera ligeiramente dentro do território nacional, com 50,110%. O Escritório Nacional de Eleições (ONPE) informou que cerca de 87 mil votos contestados ainda aguardam análise, o que pode influenciar o resultado final.

Contexto histórico e postura dos candidatos

Keiko Fujimori busca pela quarta vez a presidência do Peru, podendo se tornar a primeira mulher eleita diretamente para o cargo. Ela foi derrotada em três ocasiões anteriores, a mais recente em 2021, por uma margem estreita. Enquanto isso, o partido de Sánchez já declarou que não aceitará o resultado final caso as alegações de irregularidades não sejam consideradas.

Acompanhamento internacional e recomendação de espera

Missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia acompanharam o pleito e declararam que o processo eleitoral ocorreu dentro da normalidade, recomendando que os candidatos e a população aguardem a conclusão oficial da apuração antes de manifestações definitivas.