Desde janeiro de 2023, o Instituto Butantan vem conduzindo pesquisas para desenvolver uma vacina contra a gripe aviária, utilizando cepas fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O primeiro lote destinado aos testes pré-clínicos em laboratório já foi produzido, marcando um avanço importante na preparação para eventuais surtos da doença.
Contexto e importância do desenvolvimento
A iniciativa do Butantan surge em meio aos primeiros registros confirmados da gripe aviária em aves marinhas e silvestres no Brasil, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 15 de maio. A preocupação central é evitar que o vírus, que atualmente apresenta baixo risco de transmissão entre humanos, possa sofrer mutações que aumentem sua infectividade, potencialmente desencadeando uma nova pandemia.
O Instituto destaca sua experiência recente na resposta à pandemia de Covid-19, tendo desenvolvido e disponibilizado vacinas em tempo hábil, o que reforça seu papel estratégico na defesa sanitária nacional.
Impactos e medidas no setor avícola
Até o momento, não há registros de contaminação humana pela gripe aviária no país. Além disso, as aves migratórias afetadas não integram a cadeia produtiva industrial brasileira, garantindo que os produtos avícolas comercializados, como frangos e ovos, não sofreram impactos e permanecem seguros para consumo.
Medidas de biossegurança foram intensificadas nos aviários para mitigar riscos, alinhadas às recomendações da OMS, que orienta evitar o contato direto com aves doentes ou encontradas mortas, já que a transmissão ocorre principalmente pelo contato com esses animais.
