PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO terça-feira, 21 de julho de 2026
Brasil

Desafios na Pronúncia de Nomes de Jogadores na Copa do Mundo: Aspectos Linguísticos e Dicas Práticas

A diversidade linguística das seleções participantes da Copa do Mundo traz um desafio adicional para narradores, comentaristas e torcedores: a pronúncia adequada dos nomes dos jogadores. Sobrenomes de origem eslava, como os de atletas da Croácia, Bósnia e Tchéquia, e de origem africana, presentes em times como Marrocos e África do Sul, apresentam particularidades fonéticas que dificultam sua correta articulação em português.

Características das Línguas Eslavas

Embora utilizem o alfabeto latino, as línguas eslavas possuem regras fonéticas distintas que influenciam a pronúncia. Sequências como “dž” correspondem a sons semelhantes ao “dj” do português brasileiro, mas a grafia diferente e a falta de familiaridade com a leitura correta geram confusão. Além disso, terminações como “ić” são pronunciadas de forma aproximada a “itch”, mas frequentemente são lidas de modo incorreto como “ic”. Sobrenomes compostos e extensos, comuns nessas línguas, também contribuem para a complexidade.

Especificidades dos Nomes Africanos

No caso dos nomes africanos, a principal dificuldade está na presença de consoantes agrupadas, especialmente no início das palavras, como “mb” e “nd”. Tais combinações não são comuns no português, o que leva a um fenômeno conhecido como aportuguesamento, onde uma vogal é inserida para facilitar a pronúncia, alterando o som original. Além disso, a grafia desses nomes muitas vezes reflete influências coloniais, como as versões francesas ou inglesas, distanciando ainda mais a pronúncia do original africano, que pode incluir variações tonais inexistentes no português.

Orientações para a Pronúncia

Especialistas recomendam a busca pela transliteração oficial, especialmente para nomes eslavos, processo que converte palavras de um alfabeto para outro visando preservar a pronúncia aproximada. Embora não garanta total precisão, a transliteração é uma ferramenta útil para aproximar a leitura do som original. No caso de nomes africanos, a adaptação fonética é inevitável, mas o esforço para se aproximar da pronúncia nativa é valorizado.

De modo geral, a recomendação é a familiarização com os sons típicos das línguas de origem, reconhecendo que a reprodução perfeita pode ser limitada. A tentativa de respeitar as particularidades linguísticas é fundamental para a comunicação precisa e respeitosa durante a cobertura do evento.