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Brasil

John B. Goodenough, pioneiro das baterias de íon-lítio e laureado com Nobel, morre aos 100 anos

John B. Goodenough, cientista responsável por avanços fundamentais no desenvolvimento das baterias de íon-lítio, faleceu aos 100 anos, pouco antes de completar 101 anos. Reconhecido como o laureado mais idoso a receber um Prêmio Nobel, Goodenough foi laureado em 2019, aos 97 anos, pela Real Academia Sueca de Ciências.

O Prêmio Nobel de Química daquele ano foi concedido a Goodenough, ao britânico Stanley Whittingham e ao japonês Akira Yoshino, em reconhecimento às suas contribuições distintas para a criação e aprimoramento das baterias de íon-lítio. Essa tecnologia, que se popularizou a partir da década de 1990, foi decisiva para a evolução dos dispositivos eletrônicos portáteis, como celulares e laptops, e tem papel central na transição energética, viabilizando veículos elétricos e o armazenamento de energia renovável.

Além dos trabalhos que lhe renderam o Nobel, Goodenough continuou atuante na área de armazenamento energético, desenvolvendo pesquisas voltadas a baterias com eletrólitos de estado sólido e eletrodos metálicos, incluindo o uso de lítio e sódio, apontando para novas possibilidades tecnológicas no setor.

Nascido em 25 de julho de 1922, na Alemanha, Goodenough construiu sua carreira acadêmica principalmente nos Estados Unidos, onde atuou por 37 anos na Universidade do Texas em Austin. Sua trajetória foi marcada pela liderança e inovação contínua no campo da ciência dos materiais e energia.

Antes de Goodenough, o recorde de idade para um laureado do Nobel pertencia a Arthur Ashkin, que recebeu o prêmio aos 96 anos em 2018, por suas pesquisas em óptica aplicada. A contribuição de Goodenough permanece como um marco fundamental para o avanço tecnológico e para os esforços globais de sustentabilidade.