PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 26 de abril de 2026
Economia

Governo Federal Estende Estado de Emergência Zoossanitária para Gripe Aviária por Mais Seis Meses

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou a prorrogação por 180 dias do estado de emergência zoossanitária relacionado à gripe aviária em todo o território nacional. A decisão visa fortalecer as ações de prevenção e controle diante da circulação de uma cepa mais agressiva do vírus entre aves silvestres.

A influenza aviária é uma enfermidade viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, mas que pode, em casos excepcionais, infectar mamíferos e humanos em contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas.

Contexto e Impactos da Medida

Desde o primeiro registro da doença em aves silvestres, ocorrido em maio de 2023, o Brasil contabiliza 188 focos, sendo a grande maioria em aves silvestres, além de registros em criações de subsistência e um caso confirmado em granja comercial em maio de 2025. Este último episódio motivou restrições temporárias de importação por alguns países, que foram suspensas após a resolução do foco.

A prorrogação do estado de emergência permite a adoção ágil de medidas sanitárias para contenção e eliminação de novos surtos, além de facilitar a mobilização de recursos federais para intervenções em granjas comerciais, caso seja necessário.

Situacão no Rio Grande do Sul

O estado do Rio Grande do Sul apresenta um aumento recente no número de aves afetadas, com 15 mortes registradas em aves silvestres, especialmente cisnes-brancos, na Estação Ecológica do Taim. A área permanece interditada para evitar a expansão do vírus. As equipes estaduais e órgãos ambientais realizam monitoramento constante, com ações de busca ativa para identificar e eliminar animais infectados.

O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus em amostras coletadas, reforçando a necessidade da vigilância intensificada para impedir a disseminação da doença, principalmente para criações domésticas.

O governo destaca que, apesar da circulação do vírus entre aves silvestres, o status sanitário do Brasil permanece preservado, sem prejuízos ao comércio de produtos avícolas. Além disso, não há risco comprovado para o consumo de carne de frango e ovos.