O Exército de Israel informou nesta quinta-feira (9) que realizou um ataque aéreo em Beirute, capital do Líbano, que resultou na morte de Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho de Naim Qassem, figura central do Hezbollah. Harshi era descrito como um colaborador próximo e responsável pela gestão e segurança do escritório do líder do grupo.
Em comunicado oficial, as Forças de Defesa de Israel detalharam que os ataques também atingiram outras infraestruturas estratégicas do Hezbollah, incluindo duas rotas importantes para o transporte de armamentos e aproximadamente dez depósitos de armas e centros de comando localizados no sul do Líbano. Essas operações ocorreram nas primeiras horas da manhã.
Na quarta-feira (8), o Exército israelense havia realizado uma série de bombardeios considerados os mais intensos desde o início do conflito com o Hezbollah, causando um número expressivo de vítimas, com 254 mortos e mais de 830 feridos, conforme dados fornecidos pelas autoridades locais.
Contexto e reação
O Hezbollah ainda não confirmou oficialmente a morte de Ali Yusuf Harshi até o momento desta publicação. Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que prevê uma trégua de duas semanas. Esta informação contrasta com relatos iniciais do Paquistão, mediador das negociações, que indicavam a inclusão do país no acordo.
Os recentes ataques e a negação da participação do Líbano no cessar-fogo indicam a continuidade das tensões na região, com impactos significativos na estabilidade local e nas relações internacionais.
