Com o término da janela partidária nesta sexta-feira (3), a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) passa por uma reconfiguração importante em sua composição partidária, refletindo movimentações estratégicas em função das eleições previstas para outubro. Além disso, o prazo para desincompatibilização de cargos, que se encerra no sábado (4), influencia alterações em posições executivas e legislativas.
Alterações nas bancadas e impacto político
Partidos alinhados ao governo do estado, como o PL e o Republicanos, ampliaram sua representação, conquistando dois deputados adicionais cada. Em contrapartida, legendas com menor presença, como o Cidadania, PDT e Rede, perderam seus representantes na Casa. O partido Missão, recém-criado, conseguiu eleger um deputado para a Alesp, marcando sua estreia na legislatura.
O destaque principal está na ascensão do PSD, liderado por Gilberto Kassab, que saltou de quatro para onze deputados, tornando-se a terceira maior bancada da assembleia. Essa movimentação ocorre pouco após Kassab deixar o governo estadual, evidenciando um processo de atração de parlamentares para seu partido. Em contrapartida, o PSDB sofreu uma redução significativa, passando de oito para dois deputados, o que o relega à décima posição em número de representantes.
Contexto eleitoral e movimentações executivas
A maior parte dos deputados da Alesp, cerca de 82%, são pré-candidatos à reeleição, enquanto 12% pretendem disputar vagas na Câmara dos Deputados. Outros 5% ainda não definiram suas candidaturas, incluindo o presidente da Casa, André do Prado (PL). Na Câmara Municipal de São Paulo, mesmo sem disputa de cargos este ano, aproximadamente 35% dos vereadores planejam candidaturas para as eleições estaduais e federais.
Quanto à desincompatibilização, secretários municipais e estaduais que desejam concorrer às eleições têm até este sábado para deixar seus cargos. Recentemente, oito secretários da gestão Ricardo Nunes (MDB) se desligaram da administração municipal para atender a esse requisito. Entre eles, o vereador Sidney Cruz retornou à Câmara Municipal para viabilizar sua candidatura, enquanto Paulo Frange, que o substituía, assumiu a Secretaria da Casa Civil da capital.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo reforça que as definições finais sobre candidaturas ocorrerão durante o período oficial de convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, e no prazo para registro das candidaturas, até 15 de agosto, podendo haver ajustes até essas datas.
