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Internacional

Profissionais de Saúde no Congo Realizam Protesto por Atraso nos Pagamentos Durante Surto de Ebola

Na província de Ituri, no leste do Congo, profissionais de saúde envolvidos no combate ao surto de Ebola promoveram um protesto em frente ao gabinete do governador de Bunia, capital regional, para reivindicar o pagamento de salários e bônus atrasados desde o início da crise, em maio deste ano.

Ituri concentra cerca de 90% dos casos registrados no país, tornando-se o epicentro da atual epidemia, que já ultrapassou a marca de mil mortes entre Congo, República Democrática do Congo (RDC) e Uganda, conforme dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho.

Desafios na resposta ao surto

Além das dificuldades financeiras enfrentadas pelos profissionais, a operação de combate à doença tem sido prejudicada por ataques a equipes e instalações de saúde, realizados por grupos rebeldes e populações locais insatisfeitas. Em meados de julho, um hospital na região foi invadido por uma multidão, provocando a fuga de pacientes e trabalhadores.

Durante visita ao Congo na última quarta-feira (5), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a necessidade de fortalecer o suporte aos profissionais de saúde, apontando que a resposta atual ainda não alcança as comunidades afetadas com a agilidade necessária para interromper a transmissão do vírus.

A organização Médicos Sem Fronteiras também alertou para a propagação acelerada do vírus, classificando o ritmo de contágio como alarmante e ressaltando que as medidas adotadas ainda não são suficientes para conter a crise.

Os profissionais de saúde envolvidos no protesto pedem uma ação imediata das autoridades em todos os níveis para garantir a continuidade e eficiência das ações de combate ao Ebola, ressaltando que a falta de remuneração compromete diretamente o controle da epidemia na região.