O cantor MC Marcinho está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Copa D’Or desde o dia 10 de julho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Conforme divulgado em boletim médico, ele está recebendo suporte por meio da terapia ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), método que realiza a oxigenação do sangue fora do corpo por meio de uma membrana artificial.
Funcionamento da ECMO
Essa técnica é empregada quando os pulmões do paciente não conseguem mais desempenhar adequadamente a troca gasosa necessária para a oxigenação do sangue. A ECMO age como um pulmão artificial, retirando o sangue venoso, oxigenando-o externamente e devolvendo-o ao organismo, permitindo que o tecido pulmonar descanse e se recupere.
Durante o tratamento, o paciente permanece sedado para garantir a eficácia da terapia. Conforme explica o fisioterapeuta cardiorrespiratório Fábio Rodrigues, a membrana da ECMO assume o papel do pulmão no controle dos níveis de oxigênio e dióxido de carbono, enquanto o órgão fica em repouso para reduzir a inflamação.
Diferenças em relação à ventilação mecânica
Embora a ventilação mecânica e a ECMO estejam relacionadas ao suporte respiratório, seus mecanismos são distintos. O ventilador mecânico auxilia na respiração ao insuflar o pulmão e manter as vias aéreas abertas, favorecendo a recuperação pulmonar, mas não substitui a função do órgão. Quando esse suporte é insuficiente para manter a oxigenação adequada, a ECMO pode ser indicada como um recurso avançado.
Modalidades e indicações
A ECMO pode ser aplicada em duas modalidades principais: veno-venosa, indicada para insuficiência respiratória, em que o sangue é retirado e devolvido por veias centrais após oxigenação; e veno-arterial, utilizada em casos de insuficiência cardíaca, que oferece suporte tanto respiratório quanto circulatório ao devolver o sangue para o sistema arterial.
O uso da ECMO é possível em pacientes de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, e está disponível em hospitais de referência nas redes pública e privada. A permanência na terapia não possui prazo fixo, sendo determinada pela condição clínica, como melhora pulmonar ou complicações relacionadas ao circuito, como coágulos ou sangramentos.
Contraindicações
O procedimento não é recomendado em situações de falência múltipla de órgãos, doenças pulmonares ou cardíacas irreversíveis, pacientes com danos pulmonares extensos após longo período de ventilação mecânica, coagulopatias graves, hemorragias ativas ou anomalias congênitas incompatíveis com a terapia.
