O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (5) que a operação militar conduzida pelas forças norte-americanas no Estreito de Ormuz tem caráter pacífico, mas advertiu que, caso o Irã realize ataques contra embarcações que transitam pelo canal, os EUA responderão com “poder de fogo esmagador”.
Hegseth ressaltou que o controle sobre o estreito está sob responsabilidade dos Estados Unidos, contestando as alegações iranianas. A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensões na região, após relatos de disparos contra navios por ambos os lados na segunda-feira (4), mesmo com um cessar-fogo formalmente vigente desde 7 de abril.
Projeto Liberdade e a escolta naval
O secretário destacou que a iniciativa denominada “Projeto Liberdade”, criada durante o governo de Donald Trump, tem como objetivo principal garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, sendo uma operação temporária e de natureza defensiva. Segundo ele, o Irã tem se comportado como agressor, hostilizando embarcações civis e ameaçando marinheiros de diversas nacionalidades, além de militarizar a região para benefícios próprios.
Hegseth também informou que a escolta naval americana já surte efeito, com centenas de navios mercantes se preparando para atravessar o estreito. Em contrapartida, o Irã afirma que não está permitindo a passagem de embarcações pelo canal.
Persistência das hostilidades e trégua sob pressão
Apesar do cessar-fogo ainda estar oficialmente em vigor, incidentes recentes indicam o contrário. Navios relataram ataques e países do Golfo Pérsico foram alvo de mísseis e drones atribuídos ao Irã. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, confirmou ataques iranianos em Omã e nos Emirados Árabes Unidos na última segunda-feira, além de múltiplos disparos contra embarcações comerciais e apreensões de navios desde o início da trégua.
O representante militar destacou que forças iranianas também atacaram tropas americanas mais de dez vezes durante esse período. Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os Estados Unidos de violar o acordo de cessar-fogo, refletindo a continuidade das disputas diplomáticas e militares na região.
