PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 26 de abril de 2026
Internacional

Conflito no Irã se amplia e envolve diversas nações do Oriente Médio

O conflito que teve início em 28 de fevereiro de 2026, com bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e na destruição de vários alvos civis e militares. Desde então, a guerra se intensificou e atingiu praticamente toda a região do Oriente Médio.

Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma série de ofensivas contra Israel, bases militares americanas e embaixadas na região, além de alvos civis que supostamente abrigariam funcionários dos EUA. O país também bloqueou o estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte mundial de petróleo, dificultando o tráfego marítimo no Golfo Pérsico.

Principais atores e países envolvidos

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na região, deslocando caças, frotas navais e utilizando bases estratégicas em países como Bahrein, Catar e Omã. Essas nações, apesar de algumas tentarem manter neutralidade, tornaram-se alvos frequentes dos ataques iranianos, especialmente por meio de drones.

Israel, adversário histórico do Irã desde 1979, intensificou suas operações militares contra o território iraniano, enquanto enfrenta ataques constantes do Hezbollah, grupo libanês aliado do Irã. O Líbano, particularmente as regiões do sul, vale do Bekaa e Beirute, tem sofrido bombardeios significativos, com mais de 700 mortos relatados por autoridades locais.

Outros países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, também enfrentam ataques recorrentes, principalmente contra infraestruturas civis e turísticas em Dubai. O Catar, apesar das relações relativamente melhores com o Irã, sofreu danos em instalações de gás natural e abateu aeronaves iranianas durante confrontos aéreos.

O Iraque, devido à presença de numerosas bases americanas, tornou-se um dos principais alvos iranianos, especialmente nas regiões norte e em torno de Bagdá. A Turquia e a Síria também foram afetadas indiretamente, com a derrubada de mísseis iranianos em seus territórios.

Além disso, países como Chipre e Azerbaijão registraram ataques com drones, ampliando o alcance do conflito para além dos limites tradicionais do Oriente Médio. A participação de potências internacionais, como o Reino Unido e a França, tem se dado principalmente por meio do apoio logístico e posicionamento estratégico, sem envolvimento direto em combates.