PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 21 de junho de 2026
Brasil

Orientações para Controle da Proliferação do Caracol Africano em Macapá Durante o Período Chuvoso

Com o aumento das chuvas em Macapá, cresce também a presença do caracol africano (Achatina fulica), uma espécie invasora que tem sido observada em quintais residenciais e áreas públicas sem manutenção adequada. Originário da região Centro-Norte da África, esse molusco terrestre não possui predadores naturais no Brasil, o que favorece sua proliferação especialmente em solos encharcados.

Características e Impactos da Espécie

O caracol africano é detritívoro, alimentando-se de matéria orgânica diversa, incluindo restos de comida, plantas e resíduos diversos. Essa alimentação variada contribui para sua rápida reprodução e disseminação, o que pode causar prejuízos ambientais e econômicos. Ecologicamente, a espécie pode competir com a fauna nativa, enquanto economicamente representa ameaça para hortas e cultivos locais. Em termos sanitários, há risco potencial de contaminação de alimentos crus, ressaltando a importância da higienização cuidadosa.

Histórico e Situação Atual em Macapá

Introduzido no Brasil na década de 1980 para fins gastronômicos, o caracol africano teve seu primeiro registro em Macapá por volta de 2008, com estudos científicos publicados em 2012. Embora a infestação atual não seja considerada a mais severa já registrada, a presença contínua da espécie em Macapá e Santana exige atenção e ações preventivas por parte da população e das autoridades locais.

Recomendações para Controle e Prevenção

Não existem produtos químicos oficialmente recomendados para o controle do caracol africano no país. A principal estratégia indicada é o manejo ambiental, que inclui a limpeza frequente de quintais, remoção de lixo e material orgânico acumulado, além da identificação e destruição dos ovos, que se assemelham a pequenas pérolas. A coleta dos moluscos adultos deve ser feita utilizando luvas ou sacos plásticos, com posterior descarte em solução de água fervente e hipoclorito de sódio. A destruição das conchas é importante para evitar a proliferação. Plantar boldo em áreas externas pode funcionar como repelente natural.

A utilização de sal para eliminação dos caracóis não é recomendada, pois além de prejudicar o solo e plantas, pode contribuir para a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.