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Política

Jaques Wagner esclarece origem de valores apreendidos e recebe apoio de Lula após operação da PF

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, comentou nesta quinta-feira (18) sobre a apreensão de dólares realizada pela Polícia Federal durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Segundo o parlamentar, os valores em espécie correspondem a diárias recebidas pelo Senado para viagens internacionais realizadas no exercício do mandato.

Em entrevista, Wagner negou qualquer envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro e descartou ter atuado em defesa do Banco Master no Congresso. Ele ainda informou que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou solidariedade e confiança diante das investigações.

Detalhes sobre os valores e viagens internacionais

De acordo com o senador, os dólares apreendidos somam cerca de US$ 70 mil, valor que teria sido acumulado a partir de diárias oficiais desde 2019, conforme registros do Portal da Transparência do Senado. Ele explicou que os recursos estavam guardados em envelopes com o timbre da Casa, reforçando a legalidade da origem do dinheiro.

Dados oficiais indicam que Jaques Wagner realizou 27 viagens internacionais entre 2019 e 2026, recebendo um total de R$ 338,7 mil em diárias. O parlamentar afirmou que, em diversas ocasiões, adquiriu moeda estrangeira por meio de sua conta no Banco do Brasil para uso nas viagens.

Posicionamento sobre imóvel e investigações

Sobre a aquisição de um imóvel em Salvador, Wagner esclareceu que o apartamento está em construção e que a compra foi feita por um amigo, o banqueiro Augusto Lima, com a intenção de posteriormente recomprá-lo para uso de sua filha. O senador ressaltou que não houve transferência de patrimônio para seu nome e reiterou que não mantém qualquer vínculo comercial com o Banco Master ou a CredCesta.

Em nota oficial, a assessoria do parlamentar afirmou que ele não é réu nem foi denunciado nos processos relacionados às investigações. Wagner acompanha o andamento do caso com tranquilidade e se coloca à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, confiando na prevalência da verdade.

Apoio do presidente Lula e cenário político

Após a operação da Polícia Federal, o presidente Lula entrou em contato com Jaques Wagner, reafirmando sua confiança e classificando as ações como uma tentativa de desestabilização política. O senador afirmou que pretende manter sua posição como vice-líder do governo no Senado e seguir com sua pré-candidatura à reeleição, caso não seja afastado.

Entretanto, há movimentações internas no PT e no governo que sugerem a substituição de Wagner na liderança do governo no Senado, com apoio público de integrantes da base aliada, como o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).