A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) anunciou um novo aumento nas cotas de produção de petróleo, que passará a vigorar a partir de agosto. A decisão foi tomada em reunião virtual e prevê a elevação da produção em 188 mil barris diários, somando-se aos aumentos já aprovados para os meses de junho e julho.
Este ajuste ocorre em um contexto de retomada gradual das operações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo no Oriente Médio, que havia sido parcialmente interrompida em função do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A reabertura do canal marítimo tem contribuído para a recuperação do fluxo de exportações, favorecendo a oferta global.
Dados da OPEP indicam que a produção do grupo caiu de 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro para 33,13 milhões em maio, reflexo das tensões geopolíticas e das restrições logísticas. A partir de junho, os esforços norte-americanos para apoiar os Emirados Árabes Unidos e outros membros da aliança têm impulsionado o aumento da extração, embora a produção ainda não tenha alcançado os níveis anteriores ao conflito.
O preço do petróleo também refletiu essas mudanças, retornando a patamares próximos aos registrados antes da escalada do conflito, influenciado pela redução das importações chinesas, pelo crescimento das exportações de fornecedores fora do Oriente Médio e pela liberação coordenada de estoques estratégicos globais pela Agência Internacional de Energia.
Além do aumento das metas, a OPEP+ enfrenta desafios internos, como a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança em maio, motivada pelo desejo de flexibilizar sua capacidade produtiva, e a pressão do Iraque para ampliar suas cotas. Atualmente, a gestão da produção concentra-se em sete países principais, que devem continuar revertendo os cortes estabelecidos em 2023 conforme a normalização do mercado.
Com o ajuste previsto para agosto, a OPEP+ está próxima de reverter integralmente o corte de 1,65 milhão de barris diários realizado no início do ano, podendo consolidar essa tendência na próxima reunião, agendada para o início de agosto.
