O Banco Central do Brasil divulgou nesta sexta-feira o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referente a maio, que registrou crescimento de 0,1% na comparação com abril, já descontados os efeitos sazonais. Esse resultado aponta para uma estabilidade na atividade econômica, com uma expansão considerada marginal.
Em termos setoriais, a agropecuária apresentou retração de 1%, enquanto a indústria cresceu 0,4% e os serviços avançaram 0,1%. Na comparação anual, o índice apresentou alta de 0,8% em maio, acumulando crescimento de 1,2% no ano e 1,4% nos últimos 12 meses, sem ajuste sazonal.
Contexto e Perspectivas Econômicas
Apesar do crescimento modesto, a desaceleração observada em maio segue a tendência esperada para 2025, influenciada pelo atual patamar elevado da taxa básica de juros (Selic), que está em 14,5% ao ano. A política monetária restritiva busca conter as pressões inflacionárias, e o Banco Central tem reforçado que essa desaceleração é necessária para alinhar a inflação à meta de 3%.
O mercado financeiro projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,99% para 2026, indicando uma continuidade da desaceleração frente ao desempenho de 2,3% registrado no ano anterior. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central destacou que o hiato do produto permanece positivo, sugerindo que a economia opera acima de seu potencial sem gerar pressões inflacionárias imediatas.
Diferenças entre IBC-Br e PIB Oficial
Embora o IBC-Br seja considerado uma prévia do PIB, o Banco Central utiliza metodologia distinta daquela adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice do BC incorpora estimativas dos setores agropecuário, industrial e de serviços, além de impostos, sem incluir o componente da demanda, que é parte integrante do cálculo oficial do PIB.
O IBC-Br é uma ferramenta importante para o Banco Central na definição da política monetária, uma vez que o ritmo de crescimento econômico influencia as decisões sobre a taxa básica de juros, visando o equilíbrio entre estímulo ao crescimento e controle da inflação.
