PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sexta-feira, 24 de julho de 2026
Internacional

Ucrânia promove general Mykhailo Drapatyi ao comando das Forças Armadas em meio a reestruturação militar

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a nomeação do general Mykhailo Drapatyi como comandante-chefe das Forças Armadas, substituindo o general Oleksandr Syrskyi. Esta alteração representa a maior mudança na liderança militar desde o início do conflito com a Rússia, que já ultrapassa quatro anos.

Drapatyi, de 43 anos, possui experiência no comando das forças terrestres do país entre 2024 e 2025, e assume o posto de Syrskyi, que estava à frente desde o começo de 2024. A decisão ocorre em um contexto de tensão interna no governo ucraniano, motivada pela saída do ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, que vinha impulsionando o desenvolvimento de tecnologias militares, especialmente drones.

A saída de Fedorov gerou protestos em Kiev e evidenciou divergências entre grupos favoráveis à inovação tecnológica e setores militares mais tradicionais. Conflitos entre Fedorov e Syrskyi foram apontados como um dos fatores que dificultaram a implementação de projetos tecnológicos no âmbito militar. Parte dos manifestantes defendeu o retorno do ex-ministro e a substituição do comandante anterior, recebendo positivamente a nomeação de Drapatyi.

Em pronunciamento, Zelensky reafirmou o compromisso com a continuidade das operações militares, destacando a importância da execução precisa dos planos estratégicos, incluindo sanções de longo alcance e ataques de médio alcance contra alvos russos. A troca na cúpula ocorre enquanto a Ucrânia intensifica ações contra infraestrutura energética e logística russas, consideradas vitais para o financiamento do governo da Rússia.

O novo comandante declarou assumir suas funções com responsabilidade e dedicação, ressaltando o respeito pelos militares que atuam na defesa do país. Por sua vez, Syrskyi, reconhecido pelo papel na defesa de Kiev nos primeiros dias da invasão russa, enfrenta críticas relacionadas ao seu estilo de comando e às perdas sofridas pelas tropas sob sua liderança. Zelensky não detalhou o futuro do general, mas mencionou conversas sobre sua continuidade na carreira militar.

Além disso, o presidente ofereceu a Fedorov uma posição para coordenar a área de tecnologia do Estado, proposta que o ex-ministro recusou, manifestando interesse apenas em retomar sua função anterior.