Lucia Hippolito, reconhecida jornalista e comentarista política, faleceu recentemente após um período de luta contra um câncer que evoluiu para metástase. Em setembro de 2022, ela recebeu o diagnóstico de um tumor no colo do útero, que inicialmente foi tratado com uma histerectomia total, incluindo a retirada dos ovários. Embora a recuperação inicial tenha sido positiva, em maio deste ano, exames indicaram que o câncer havia se espalhado para a coluna, abdômen e pulmões.
Desde 2012, a trajetória de Lucia foi marcada por desafios de saúde significativos, quando contraiu a Síndrome de Guillain-Barré durante uma viagem a Paris, que a deixou tetraplégica. Mesmo com as limitações físicas impostas pela doença, ela manteve uma postura serena e ativa, continuando a acompanhar assuntos políticos e culturais com interesse.
Preparação e aceitação diante da doença
Ao tomar conhecimento da progressão do câncer, Lucia adotou uma postura consciente e organizada. Redigiu suas diretivas antecipadas de vontade, documento que expressa suas preferências sobre tratamentos médicos em casos de doenças incuráveis. Ela optou por não se submeter a terapias que comprometessem sua qualidade de vida, priorizando a ausência de dor.
Além disso, manifestou o desejo de que suas cinzas fossem espalhadas na Place des Vosges, em Paris, cidade que frequentava regularmente e pela qual tinha grande apreço. Esse pedido será atendido por sua irmã Regina.
Legado e lembranças
Casada há 51 anos com Edgar Flexa Ribeiro, Lucia destacou-se por uma vida marcada por conquistas profissionais e pessoais. Ela expressou contentamento com sua trajetória, embora tenha lamentado não ter visitado alguns destinos que desejava, como o Egito e a Rússia.
Em suas últimas conversas, demonstrou serenidade e interesse por temas atuais, incluindo política, além de compartilhar recomendações culturais. Sua partida deixa um vazio para os que acompanhavam sua inteligência e dedicação.
