PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Brasil

Análise comparativa do desempenho educacional dos países do Grupo C da Copa do Mundo 2026

A participação do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo 2026 tem despertado atenção não apenas pelas disputas esportivas, mas também pelo contraste educacional entre as seleções envolvidas. Embora o país ainda busque sua primeira vitória na competição, quando o tema é educação, o Brasil ocupa a segunda colocação, atrás da Escócia e à frente de Marrocos e Haiti.

Indicadores de qualidade de vida e escolaridade

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é um dos parâmetros utilizados para avaliar o desempenho dos países em termos de saúde, educação e renda. A Escócia apresenta um IDH elevado, próximo a 0,946, refletindo melhores condições de vida e educação. O Brasil figura com um índice de 0,786, seguido por Marrocos, com 0,710, e Haiti, que apresenta o menor valor, 0,554.

Essa disparidade também se manifesta na média de anos de escolaridade da população. Enquanto na Escócia essa média é de aproximadamente 13,5 anos, no Haiti a escolaridade média é significativamente menor, em torno de 5,4 anos, evidenciando desafios socioeconômicos e educacionais.

Desempenho em matemática e taxa de alfabetização

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022 revela que 73% dos estudantes brasileiros não alcançam o nível básico em matemática, percentual próximo ao de Marrocos, onde 82% dos alunos apresentam baixo desempenho. Por outro lado, a Escócia registra apenas 24% nessa condição, demonstrando maior eficácia no ensino da disciplina.

Em relação à alfabetização, o Brasil apresenta uma taxa de 95%, aproximando-se dos 99% observados na Escócia. Marrocos e Haiti, entretanto, ainda enfrentam índices inferiores, próximos a 65%, o que indica diferentes estágios de universalização da educação básica entre os países.

Investimento em educação

Em termos de recursos financeiros, Marrocos lidera o grupo ao destinar cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, seguido de perto pela Escócia e pelo Brasil, com 5,6%. Contudo, o valor absoluto investido por estudante varia significativamente devido às diferenças no PIB per capita, favorecendo a Escócia em termos de capacidade financeira por aluno.

O Haiti destaca-se negativamente, alocando apenas 1% do PIB para a educação, refletindo limitações estruturais e econômicas que impactam diretamente o sistema educacional e o acesso da população aos serviços básicos.

Esses indicadores evidenciam as desigualdades educacionais e socioeconômicas entre os países do Grupo C, que vão além das disputas esportivas e apontam para desafios estruturais que cada nação enfrenta em seu contexto educacional.