O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma inspeção no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e considerou que a cela onde está Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, apresenta condições adequadas. Pizzolato foi condenado no processo do mensalão em 2012 e extraditado da Itália para o Brasil em outubro do ano passado.
A visita faz parte do compromisso do Brasil com a Itália de acompanhar o cumprimento da pena do ex-diretor. A defesa de Pizzolato havia contestado a extradição alegando que as prisões brasileiras têm condições degradantes, mas o Conselho de Estado da Itália, última instância administrativa, manteve a decisão de extradição.
Inspeção e rotina na Papuda
Durante a vistoria, os procuradores verificaram o pátio onde os presos tomam sol, as celas e uma biblioteca recém-inaugurada, onde Pizzolato tem ministrado aulas de alfabetização para outros detentos. As imagens registradas serão incluídas em um relatório enviado à Justiça italiana.
Antes da chegada de Pizzolato, o MPF já havia feito uma avaliação detalhada para garantir que as condições de saúde e segurança do presídio atendiam aos padrões exigidos. Em novembro, a primeira inspeção confirmou o respeito aos direitos fundamentais dos presos.
Solicitações e situação do ex-diretor
O MPF informou ainda que Pizzolato pediu uma maior variedade de frutas e uma alimentação mais saudável, pois está na ala destinada a presos considerados vulneráveis, como idosos. Ele também manifestou preocupação com a possibilidade de emergências médicas no local.
Condenado a 12 anos e 7 meses por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro, Pizzolato fugiu do Brasil em 2013 usando documentos falsos e foi preso na Itália em 2014. Após recursos e decisões judiciais, sua extradição foi autorizada em 2015 e ele retornou para cumprir a pena no Brasil.