O serviço de personal organizer, que consiste na organização personalizada de ambientes residenciais e corporativos, vem ganhando destaque no Brasil nos últimos anos. Profissionais dessa área atuam na otimização do espaço e na adaptação dos ambientes às rotinas e necessidades específicas dos clientes, promovendo maior praticidade e bem-estar.
Embora tenha surgido nos Estados Unidos na década de 1980, a atividade começou a se consolidar no país por volta dos anos 2000, com crescimento significativo durante a pandemia de Covid-19. O isolamento social intensificou a convivência em casa, evidenciando a necessidade de reorganização dos espaços para acomodar trabalho, estudo e lazer em um mesmo local.
Perfil profissional e mercado de trabalho
Grande parte das personal organizers atua em residências, organizando desde um cômodo até a casa inteira, além de atender nichos como closets, mudanças e ambientes empresariais, como escritórios e lojas. O perfil dos clientes é diversificado, incluindo famílias com rotina intensa, trabalhadores em home office, pessoas passando por mudanças ou situações pessoais delicadas, como divórcios ou lutos.
Apesar da crescente demanda, a profissão ainda não possui regulamentação formal, embora tenha sido incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) em 2022. A Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP) acompanha a proposta de criação de uma classificação econômica específica para o setor.
Formação e desafios da carreira
Não há exigência de formação superior específica para atuar como personal organizer, mas cursos livres reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) são recomendados para o desenvolvimento de técnicas e métodos profissionais. A oferta de capacitações aumentou após a pandemia, com variação significativa na qualidade e no conteúdo dos cursos.
Os desafios da carreira incluem a construção de portfólio, captação de clientes, precificação adequada dos serviços e a adaptação às particularidades de cada ambiente e pessoa. O faturamento pode variar conforme a experiência, especialização e região, com casos que alcançam até R$ 20 mil mensais.
Histórias de profissionais
Exemplos de trajetórias de sucesso demonstram a transição de profissionais de outras áreas para o empreendedorismo em organização pessoal. Muitas iniciaram atendendo clientes por indicação e redes sociais, ampliando a atuação para produção de conteúdo e cursos, além do atendimento presencial.
Essas experiências refletem um mercado em expansão, impulsionado pela busca crescente por ambientes organizados que promovam qualidade de vida e eficiência nas tarefas cotidianas.
