Na última terça-feira (28), o Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 7,1, evento que apresenta características semelhantes aos tremores ocorridos na Venezuela há cerca de um mês, especialmente em termos de magnitude e profundidade. No entanto, os efeitos e a extensão dos danos foram significativamente diferentes entre os dois países.
Dados técnicos dos eventos sísmicos
O terremoto japonês foi registrado pela Agência Meteorológica do Japão com magnitude 7,1, ocorrido a uma profundidade de 10 km, com epicentro localizado em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu. Na Venezuela, foram dois tremores sucessivos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, respectivamente, com profundidades de 20,3 km e 10 km, tendo epicentros em terra no estado de Yaracuy, região centro-norte próxima à costa.
Impactos na infraestrutura e população
No Japão, os danos incluíram o desabamento parcial de um shopping center em Kashima, queda de uma chaminé em uma fábrica de papel, além de pontes e estradas afetadas, incêndios e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Transportes como trens-bala foram suspensos e o aeroporto local fechado temporariamente. Importante destacar que as usinas nucleares não apresentaram anomalias. Já na Venezuela, quase mil edifícios sofreram danos, com cerca de 190 desabamentos confirmados. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar também foi fechado devido aos danos, e serviços essenciais como energia, água e telecomunicações foram severamente comprometidos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estimou as perdas econômicas em aproximadamente US$ 6,7 bilhões.
Vítimas e resposta dos governos
Até o momento, não há um balanço oficial consolidado de vítimas fatais no Japão, mas a imprensa local relata um número considerável de mortos, principalmente no shopping afetado. Cerca de 50 pessoas foram hospitalizadas e há registros de desaparecidos entre trabalhadores nos locais atingidos. Na Venezuela, o número oficial de mortos ultrapassa cinco mil, com estimativas que podem chegar a mais de dez mil considerando desaparecidos, que a ONU calcula em até 50 mil pessoas. O número de feridos oficial é de 16.740.
Preparação e resposta aos desastres
O Japão é reconhecido mundialmente por sua rigorosa preparação para eventos sísmicos, com códigos de construção antissísmicos, sistemas de alerta antecipado, exercícios frequentes e resposta imediata das autoridades. No episódio recente, uma força-tarefa foi mobilizada com milhares de militares e centenas de milhares de pessoas receberam orientações para buscar abrigos. Esse preparo contribui para a redução do número de vítimas, mesmo em tremores de alta magnitude.
Em contraste, a Venezuela apresenta desafios significativos na prevenção e resposta a terremotos. Muitas construções não seguem normas sísmicas modernas, o que resultou em colapsos generalizados. A atuação governamental foi considerada lenta e insuficiente, com familiares realizando buscas por vítimas sem o suporte adequado de equipamentos pesados.
