O prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, foi expulso do Partido Liberal (PL) em decorrência de críticas feitas à representação do estado de São Paulo no Senado Federal, especialmente direcionadas ao senador Marcos Pontes, que também integra a legenda.
Durante um evento realizado em março, que homenageou o deputado federal Guilherme Derrite (PP), Campanella afirmou que os senadores paulistas não atendem às expectativas do estado, destacando a importância econômica e política de São Paulo no cenário nacional. Ele ressaltou que os três senadores do estado não estariam correspondendo ao papel esperado.
Marcos Pontes, único senador paulista filiado ao PL e com mandato até 2031, foi o principal alvo das críticas indiretas do prefeito. Os outros representantes do estado no Senado são Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Podemos).
Em resposta à decisão do partido, Tite Campanella declarou, por meio de nota, seu desapontamento com o processo de expulsão, ressaltando que divergências de opinião são fundamentais para a democracia e para a formação partidária. Ele reafirmou que mantém sua posição sobre a baixa qualidade da representatividade paulista no Senado.
Por sua vez, o senador Marcos Pontes explicou que o pedido de apuração contra Campanella foi formalizado pelo partido por violação do Estatuto do PL. Segundo ele, a medida não é pessoal, mas uma questão de disciplina e respeito às normas internas, que devem ser observadas por todos os membros, especialmente por aqueles que exercem cargos públicos e representam a legenda.
Até o momento da última atualização desta reportagem, o Partido Liberal não havia emitido um posicionamento oficial sobre o caso.
