Na XXVII Marcha dos Prefeitos, realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) destacou a complexidade do cenário da segurança pública no Brasil. Segundo ele, as decisões nessa área são frequentemente tomadas por profissionais que, segundo sua avaliação, não possuem experiência direta com a realidade da criminalidade.
Zema afirmou que antropólogos, assistentes sociais e sociólogos, embora importantes em seus campos, não estariam adequadamente preparados para lidar com as demandas específicas da segurança pública, área que, na visão do pré-candidato, deveria ser conduzida por especialistas com experiência prática, como policiais e agentes que atuam diretamente no enfrentamento da criminalidade.
Além disso, Zema criticou o sistema de audiências de custódia vigente desde 2015, que permite a um juiz plantonista a liberação de presos em flagrante, o que, segundo ele, pode incentivar a criminalidade ao possibilitar que acusados aguardem julgamento em liberdade. Para o pré-candidato, é necessária uma reformulação desse mecanismo para fortalecer a segurança pública.
Posicionamento sobre questões políticas
Durante o evento, Zema também se posicionou sobre recentes polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele expressou insatisfação com a proximidade entre os dois, ressaltando a importância da credibilidade para ocupantes do cargo de presidente da República. Embora tenha criticado Flávio Bolsonaro, Zema declarou que, em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiaria o candidato de oposição ao PT, reforçando sua oposição ao partido com base em experiências anteriores em Minas Gerais.
Reflexões sobre trabalho infantil e juventude
Em entrevista concedida ao podcast “Inteligência Ltda”, transmitida no Dia do Trabalhador, o pré-candidato abordou o tema do trabalho infantil, manifestando-se contrário à atual legislação que vincula o trabalho de adolescentes, a partir de 14 anos, ao programa Jovem Aprendiz. Ele argumentou que o programa, por estar associado ao Sistema S, não alcança a maioria dos municípios brasileiros, especialmente os menores, limitando o acesso dos jovens a oportunidades de aprendizado e inserção no mercado de trabalho.
Zema ressaltou ainda que muitos dos profissionais que conheceu e que se destacaram iniciaram suas atividades profissionais cedo, o que, segundo ele, contribui para o desenvolvimento de disciplina, respeito à hierarquia e compreensão do ambiente de trabalho.
