PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Brasil

Tribunal da Coreia do Sul determina pagamento de R$ 3,5 bilhões em acordo de divórcio de líder do Grupo SK

Um tribunal sul-coreano estabeleceu que Chey Tae-won, presidente do Grupo SK, deverá pagar aproximadamente 944 bilhões de wons, equivalente a cerca de R$ 3,5 bilhões, à ex-esposa Roh Soh-yeong como parte da divisão de bens em seu processo de divórcio. Apesar de representar o maior valor já determinado em um caso do tipo na Coreia do Sul, a quantia final foi reduzida em relação a uma decisão anterior que previa um montante superior a R$ 5 bilhões.

Contexto da decisão e patrimônio compartilhado

O Supremo Tribunal da Coreia do Sul já havia esclarecido que um suposto aporte financeiro feito pelo pai de Roh, o ex-presidente Roh Tae-woo, não poderia ser incluído no patrimônio a ser dividido. No entanto, o tribunal reconheceu que as ações de Chey na holding do Grupo SK fazem parte do patrimônio comum do casal, uma vez que foram adquiridas durante o casamento e tiveram seu valor incrementado pela contribuição conjunta de ambos, incluindo o cuidado com os filhos e a participação em atividades relacionadas à empresa.

Impactos para o controle acionário e mercado

Embora a decisão determine o pagamento em dinheiro, Chey manterá a propriedade das ações, evitando a transferência direta de parte do capital para a ex-esposa e preservando seu controle sobre o conglomerado, o segundo maior da Coreia do Sul. Especialistas indicam que o presidente pode precisar alienar parte de suas ações ou utilizá-las como garantia para cumprir o acordo, mas isso não deve comprometer sua posição no grupo.

Após o anúncio da sentença, as ações da holding SK registraram queda de 3,8%, enquanto os papéis da subsidiária SK Hynix recuaram 8,3% na bolsa de Seul. A SK Hynix tem se destacado como fornecedora de memórias para processadores de inteligência artificial, beneficiando-se do aumento da demanda por semicondutores avançados.

Possibilidade de recursos

A decisão ainda pode ser contestada e retornar para análise do Supremo Tribunal, o que poderá modificar os termos do acordo. O caso ganhou repercussão devido ao elevado valor envolvido e à relevância do Grupo SK no cenário econômico sul-coreano, especialmente no setor de tecnologia.