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Brasil

UFSC realiza sequenciamento genético para identificar origem de árvore centenária em Florianópolis

Pesquisadores do laboratório de genética vegetal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão conduzindo um estudo para identificar a espécie e a origem da figueira localizada na Praça XV, em Florianópolis. Essa árvore centenária, considerada um dos símbolos da cidade, tem sua origem e classificação ainda não completamente definidas.

O trabalho de sequenciamento genético, iniciado em março, é liderado pelo professor de biotecnologia Valdir Stefenon, com o apoio dos pós-doutorandos Yohan Fritsche e Thiago Ornellas. Até o momento, a equipe identificou que a figueira pertence a uma espécie exótica, ou seja, não nativa do Brasil, mas detalhes mais precisos sobre sua origem serão divulgados em breve.

Contexto histórico e cultural

A figueira foi originalmente plantada por volta de 1870 em uma área próxima à escadaria da Catedral de Florianópolis e, por volta de 1891, foi transplantada para a Praça XV, onde permanece até hoje. Ao longo dos anos, a árvore tem sido objeto de lendas locais e serviu como ponto de referência para moradores e visitantes, além de cenário para eventos culturais na região central da capital catarinense.

Metodologia da pesquisa

Para a análise genética, os pesquisadores coletaram amostras contendo genomas de cloroplastos, presentes em partes da planta como as folhas. Estas amostras foram processadas em equipamentos especializados que permitiram a extração e o sequenciamento do DNA da figueira. Os dados obtidos são comparados com registros de milhares de espécies em bancos de dados internacionais, possibilitando a identificação precisa da planta.

Segundo o professor Stefenon, o estudo não apenas contribui para o conhecimento científico, mas também para a valorização histórica e cultural da cidade, promovendo uma integração entre ciência e patrimônio local.

Clonagem para preservação

Além do sequenciamento genético, a equipe da UFSC está desenvolvendo um projeto para a clonagem da figueira, utilizando filamentos jovens da árvore. O objetivo é preservar as características genéticas originais e garantir a perpetuação da espécie no ambiente urbano. O processo, embora lento, já apresenta resultados promissores, com expectativa de obter um número significativo de clones em aproximadamente um ano.

O professor enfatiza que esses clones poderão representar um símbolo de Florianópolis e, futuramente, serem utilizados como presentes institucionais para fortalecer vínculos com outras cidades e países.