A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou a manutenção da soberania do país sobre suas reservas petrolíferas em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, no dia 29 de janeiro de 2026. A declaração ocorre após o anúncio, no dia 28 de janeiro, de um acordo que prevê o controle de parte das reservas venezuelanas pelos Estados Unidos.
O presidente americano Donald Trump revelou que o acordo possibilitará aos EUA o acesso a aproximadamente 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela, o que corresponde a cerca de 21% das reservas totais do país sul-americano, estimadas em 303 bilhões de barris. Segundo Trump, a medida inclui parcerias com empresas privadas e tem como objetivo ampliar as reservas estratégicas americanas, consideradas atualmente reduzidas.
A Venezuela produz atualmente cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia e possui as maiores reservas conhecidas mundialmente. A estratégia dos EUA visa mitigar a alta dos preços da gasolina e fortalecer a segurança energética nacional, especialmente diante do cenário de conflitos internacionais que impactam o mercado global de petróleo.
Desde a remoção do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, em uma operação conduzida pelas forças americanas, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina e tem implementado políticas alinhadas com Washington, incluindo a liberação de presos políticos e o envio de petróleo para os Estados Unidos.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, desempenha papel central na coordenação das ações em Caracas e defende uma transição política estruturada para a Venezuela, que envolva estabilização econômica e realização de eleições. A iniciativa de aproximação americana tem sido acompanhada por setores da oposição venezuelana e grupos de direitos humanos que solicitam avanços nas negociações políticas.
O acordo petrolífero, ainda com detalhes a serem esclarecidos, representa um movimento estratégico na política energética dos EUA e na conjuntura política venezuelana, refletindo as complexas relações entre os dois países no contexto geopolítico atual.
