PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 14 de junho de 2026
Brasil

Byron Katie e o Método ‘O Trabalho’: Um Caminho para Reduzir o Sofrimento por Meio da Autoconsciência

Durante a edição de 2023 do Wisdom 2.0, realizada no final de abril, Byron Katie apresentou seu método denominado “O Trabalho” (“The Work”), que propõe um processo de meditação e autoconsciência para a redução do sofrimento psicológico. Com 80 anos, a autora mantém sua atuação ativa, compartilhando uma abordagem que já foi objeto de investigações científicas que apontam para o aumento do bem-estar entre seus praticantes.

O cerne do método é uma série de questionamentos que desafiam as crenças que sustentam o sofrimento. A principal indagação feita aos participantes é: “Quem eu seria sem esse pensamento?”. A partir dessa reflexão, o indivíduo é convidado a desconstruir as ideias que alimentam sua angústia, permitindo uma transformação interna.

Origem e aplicação do método

Byron Katie relata que superou uma depressão severa em 1986 por meio de um insight que a levou a um estado duradouro de alegria. Desde então, ela desenvolveu e difundiu “O Trabalho”, que também está detalhado em seu livro “Ame a Realidade”. Em sua apresentação no evento, conduziu uma sessão prática com Soren Gordhamer, fundador do Wisdom 2.0, que compartilhou experiências pessoais relacionadas ao sofrimento causado pela rejeição social na infância.

O método propõe que o indivíduo investigue a origem do sofrimento até que ele perca sua capacidade de causar dor, incentivando a reflexão sobre as transformações pessoais e conquistas que neutralizam o impacto de situações adversas.

Estrutura do processo de questionamento

O roteiro do método inclui perguntas fundamentais para analisar crenças limitantes, tais como: “Isso é verdade?”, “Você pode saber com absoluta certeza que isso é verdade?”, “O que acontece quando você acredita nesse pensamento?” e “Quem você seria sem esse pensamento?”.

Além disso, o método utiliza “inversões” que desafiam as premissas originais, exigindo que o praticante encontre exemplos que comprovem o oposto da crença inicial. Por exemplo, diante da afirmação “Fulano não me compreende”, as inversões podem ser “Fulano me compreende”, “Eu não compreendo Fulano” ou “Eu não me compreendo”. Esse exercício estimula uma análise profunda sobre o apego a pensamentos que podem não refletir a realidade atual.

Para ampliar o acesso ao método, está disponível um material em PDF com as perguntas que guiam o processo, permitindo que interessados possam utilizá-lo como ferramenta de autoconhecimento e gestão emocional.