PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Brasil

Montel Williams destaca importância do autoconhecimento no manejo da esclerose múltipla

Montel Williams, conhecido apresentador de televisão, tornou-se um exemplo de enfrentamento da esclerose múltipla após ser diagnosticado em 1999, aos 43 anos. Durante um simpósio on-line realizado no Dia da Consciência sobre a Saúde Mental dos Idosos, celebrado em 11 de maio nos Estados Unidos, Williams reforçou a necessidade de os pacientes se informarem e se envolverem ativamente no tratamento de suas doenças.

Autoconhecimento e mudança de hábitos

O apresentador enfatizou que o conhecimento aprofundado sobre a condição é essencial para que o paciente não fique limitado apenas às previsões médicas, que muitas vezes podem ser pessimistas ou genéricas. Para Williams, assumir o controle da própria saúde inclui adotar um estilo de vida mais saudável, com a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada, fatores que influenciam diretamente no processo inflamatório associado à esclerose múltipla.

Além disso, ele destacou que a esclerose múltipla não deve definir a vida do paciente, ressaltando a importância de acreditar no poder interno para superar as dificuldades impostas pela doença.

Avanços e terapias complementares

Em 2013, Montel Williams lançou um programa dedicado à saúde e ao condicionamento físico, e passou a defender o uso da maconha medicinal para o alívio da dor, recurso que considera eficaz em sua experiência pessoal. Ele também mantém-se atento às novas pesquisas e tratamentos que surgem para diversas doenças crônicas, como câncer, lúpus e fibromialgia, buscando sempre uma melhor qualidade de vida.

Contexto da esclerose múltipla no Brasil

Caracterizada como uma doença neurológica autoimune crônica, a esclerose múltipla afeta a bainha de mielina dos neurônios no sistema nervoso central, causando sintomas variados como fraqueza muscular, alterações sensoriais, distúrbios visuais e de humor. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com essa condição, que tem maior incidência entre mulheres jovens, na faixa dos 20 aos 40 anos.

O relato de Montel Williams reforça a importância do suporte social e da gratidão aos que acompanham o paciente nessa trajetória, sugerindo gestos simples, como escrever cartas de agradecimento, para fortalecer os vínculos de apoio.