PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO terça-feira, 1 de setembro de 2026
Brasil

Cuidados Essenciais com o Corpo a Partir dos 50 Anos

Com o avanço da idade, especialmente a partir dos 50 anos, a rotina de cuidados com a saúde deve ser ampliada para além dos exames tradicionais focados em coração, colesterol e glicose. Diversas partes do corpo exigem monitoramento específico para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.

Olhos

Mesmo pessoas com visão considerada normal devem realizar avaliações oftalmológicas anualmente. O envelhecimento aumenta a incidência de doenças como glaucoma, catarata, degeneração macular, retinopatia diabética e descolamento de retina. Pacientes com diabetes apresentam maior risco para essas condições, especialmente catarata, devido à hiperglicemia.

Saúde Oral

A periodontite, uma infecção que afeta gengivas e ossos que sustentam os dentes, está associada a um maior risco de hipertensão. A diminuição da produção de saliva após os 50 anos, agravada por medicamentos comuns nessa faixa etária, exige cuidados redobrados com a higiene oral, hidratação adequada e hábitos saudáveis como evitar fumo, álcool e alimentos condimentados.

Pés

Problemas nos pés são frequentes após os 50 anos, especialmente devido a negligência anterior. A hidratação diária, massagem e cuidados na manutenção das unhas são recomendados para evitar dores e complicações como unhas encravadas. O uso de calçados confortáveis, com base larga e que não comprimam os dedos, é essencial para o conforto e a saúde dos pés.

Quadris e Joelhos

Essas articulações suportam grande parte do peso corporal e são suscetíveis a lesões, especialmente em pessoas que praticam esportes ou apresentam obesidade. A dor nessas regiões pode comprometer significativamente a qualidade de vida, tornando importante a prevenção e o acompanhamento médico para evitar complicações que possam requerer intervenção cirúrgica.

Ouvidos

Perda auditiva é comum após os 60 anos, mas pode começar a se manifestar já a partir dos 40 anos. Muitas pessoas demoram anos para buscar avaliação especializada, o que pode agravar o quadro. A surdez é uma das principais causas modificáveis de declínio cognitivo na velhice, pois afeta a comunicação e as conexões cerebrais, impactando a compreensão e a fala.