Em Macapá, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá realizou uma sessão de cinoterapia direcionada a crianças com autismo. A iniciativa ocorreu no Canil do Bope, localizado no Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Beirol, Zona Sul da capital.
A atividade integra o projeto Melhor Amigo, que teve início em 2019, mas precisou ser suspenso devido à pandemia de Covid-19. Com a flexibilização das restrições sanitárias, as sessões foram retomadas em 2023, com o objetivo de oferecer suporte terapêutico contínuo às crianças atendidas.
Benefícios da cinoterapia
Mário Coimbra, coordenador de reabilitação do Centro de Reabilitação e Atendimento Psicossocial (Creap), destacou que a cinoterapia proporciona melhorias tanto na saúde física quanto mental dos participantes. Segundo ele, o contato afetivo com os cães promove estímulos sensoriais importantes para o desenvolvimento emocional e físico das crianças, complementando as terapias já realizadas no centro.
Além das crianças com autismo, a sessão contou também com a participação de Daniela, de um ano, que é portadora da Síndrome de Down. Valquíria Câmara, fonoaudióloga e mãe da criança, ressaltou a importância do contato com os animais para o desenvolvimento geral das crianças envolvidas, enfatizando o valor da vivência proporcionada pelo projeto.
Perspectivas e continuidade
O capitão Lino Medeiros, responsável pelo canil do Bope, afirmou que a intenção é manter a realização das atividades de cinoterapia de forma regular. A periodicidade das sessões será definida em conjunto com os profissionais de saúde, garantindo que o trabalho seja constante e alinhado às necessidades dos pacientes.
As atividades desta edição foram promovidas em parceria entre o Creap e o Bope, reforçando a cooperação entre instituições para ampliar o alcance e a efetividade do atendimento terapêutico para crianças com necessidades especiais em Macapá.
